Saiba quais empresas mais lucraram neste primeiro trismestre!

por Louise Barsi
Analista de Investimentos

Terminada a temporada de balanços do 1T18 é hora de sacar a HP (ou o Excel para os mais práticos) e fazer as contas. Segundo dados compilados pela Economática de 290 empresas de capital aberto, o lucro líquido acumulado nos primeiros três meses deste ano superou em R$ 3,51 bilhões o lucro reportado no mesmo período do ano passado.

A evolução de 7,43% poderia ter sido de 10,62% se a Eletrobrás não fizesse parte da amostragem. Apenas a estatal, que apresentou resultados fracos de R$ 31,6 milhões, contribuiu com uma queda de R$ 1,36 bilhão nos lucros consolidados.

Aprofundando a análise, a pesquisa constatou que entre as 260 empresas não financeiras o crescimento foi de 4,41% ou R$ 31,33 bilhões de lucro acumulado no primeiro trimestre de 2018 contra R$ 30 bilhões no mesmo período de 2017. Novamente, a variação poderia ter sido maior se a Eletrobrás não fosse incluída no levantamento- o crescimento seria de R$ 2,68 bilhões ao invés dos R$ 1,32 bilhão apurados.

O setor financeiro, que inclui bancos e seguradoras, conta com 30 empresas na amostra e está entre os setores com maior evolução. A análise dos dados totalizou um lucro no período de R$19,49 bilhões ou acréscimo de 12,68%. O segmento campeão foi especificamente o bancário, que com apenas 21 instituições concentrou R$ 19,59 bilhões de resultado líquido e prosperou 14,18%.

O segundo a ocupar o ranking foi o setor de Petróleo e Gás, com total de R$ 7,66 bilhões em lucro contra R$ 2,93 bilhões. A Petrobrás tem grande participação na evolução de 62,12% no levantamento, com resultados positivos na casa dos R$ 6,96 bilhões.

Continuando com a ordem no ranking, o setor de mineração está entre os que surpreenderam negativamente e acumulou ganhos de R$5,20 bilhões, queda de 34,53% em relação ao 1T17. Perde apenas para o segmento de Química, com involução de -43,08%.

Dentre os 26 segmentos analisados, o único que totaliza prejuízo no trimestre é o setor de Construção com amargos R$ 482,9 milhões frente prejuízo de R$ 489,3 milhões nos primeiros três meses do ano anterior. As surpresas positivas, no entanto, incluem os lucros acumulados das companhias de Serviços de Transporte, Agro e Pesca e Comércio, com crescimento de 295,53%, 198,02% e 105,57%, respectivamente.

OS 20 MAIORES LUCROS E PREJUÍZOS

A tabela abaixo compacta em ordem decrescente as 20 companhias de capital aberto que mais lucraram neste 1T18. Em primeiro lugar disparado figura a Petrobrás, que depois de vários trimestres de prejuízo apresentou lucro de R$ 6,96 bilhões. Também está entre as empresas que mais evoluíram de um trimestre para o outro, com variação de R$ 2,5 bilhões.

Entre as Top 5 da lista há 3 bancos, com Itaú Unibanco como segundo colocado entre os maiores números (R$ 6,28 bilhões), seguidos por Bradesco ( R$ 4,46 bilhões) e Santander ( R$ 2,81 bilhões). A Vale, única representante do setor de mineração está em terceiro lugar (R$ 5,12 bilhões), mas amarga uma queda de R$ 2,77 bilhões quando comparada entre os trimestres.

Além da Vale, outras 5 empresas demonstraram queda de lucratividade: Braskem (-R$ 753,96 milhões), BTG Pactual (- R$ 119,709 milhões), BB Seguridade (- R$106,304 milhões), Sabesp (- R$ 93,931 milhões) e Kroton (- R$ 18,258 milhões).

Entre as 5 maiores variações nominais positivas, além da Petrobrás, estão: CSN com acréscimo de R$ 1,38 bilhões, Santander com R$ 995,27 milhões, Bradesco com R$ 396,03 milhões, Suzano com R$362,98 milhões e Ambev com R$ 316,82 milhões.

A próxima tabela demonstra as 20 principais empresas de capital aberto a apresentarem prejuízo no 1T18.

Na liderança está a construtora Mendes Júnior, com prejuízo de -R$ 245,08 milhões e variação negativa de –R$ 18,94 milhões entre os trimestres de comparação.

Dentre as 20 empresas nesta amostra, 11 performaram com variação negativa. Segregando por setores temos 6 prejuízos provenientes de Construção, 3 de Alimentos e Bebidas, 2 de Comércio e mais 2 de Energia Elétrica.

Destacam-se positivamente entre as evoluções nominais a Rumo e a BRF, que reduziram seus prejuízos em R$ 190,23 milhões e R$ 157,11 milhões.

Entre os destaques negativos, ou seja, que aumentaram seus prejuízos de um trimestre para o outro estão Minerva e General Shopping, com variação nominal de – R$117,08 milhões e –R$ 69,04 milhões, respectivamente.

 

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